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    • BrunoDias

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[matéria] Carros flex: Vilão ou Mocinho?

4 posts in this topic

Galera eu estava lendo em outro forum a matéria é antiga mas é super interessante se liga.

Confusão no tanqueDaniel Camargos - Estado de Minas

Dúvidas sobre funcionamento da tecnologia bicombustível ainda assolam motoristas, o que produz mitos e teorias erradas sobre funcionamento e mistura de álcool e gasolina

Citroën/Divulgação

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Há quase quatro anos a tecnologia bicombustível está no mercado. Em outubro, 86,5% dos carros fabricados no Brasil saíram das linhas de montagem com a tecnologia, que permite o abastecimento com álcool, gasolina ou a mistura de ambos. A despeito do sucesso, uma série de dúvidas paira entre os consumidores e com elas surgem os mitos, que não passam de crendices pela falta de conhecimento.

Consumo

Basta entrar em um táxi ou esticar a conversa com o frentista para concluir que os carros flex consomem mais que os modelos que usam apenas um combustível. O supervisor de serviços técnicos da Ford, Reinaldo Nascimbeni, explica que a relação não é tão direta assim. Segundo ele, para ser capaz de queimar álcool e gasolina foi preciso aumentar a taxa de compressão do motor, o que, conseqüentemente, gerou melhor performance e, em muitos casos, aumentou a potência. "Por isso, comparar o mesmo motor a gasolina com um bicombustível é errado, são propulsores diferentes", explica.

O chefe de engenharia de aplicação de sistemas da Robert Bosch, Flávio Vicentini, responsável por desenvolver a tecnologia bicombustível para diversas montadoras, explica que o segredo para manter o consumo é o sensor que faz a leitura do tipo de combustível a ser utilizado. Vicentini explica que o álcool exige taxa de compressão maior e que o sensor que faz a leitura é capaz de encontrar a equação exata para trabalhar com o derivado da cana-de-açúcar, do petróleo ou misturados.

Equação

Vicentini acredita que a desconfiança em relação ao consumo vem do fato de muitos motoristas usarem gasolina com um resto de álcool no tanque. Isso ocorre porque o motor a gasolina é mais econômico, enquanto o álcool proporciona melhor desempenho. Tanto que para decidir com qual dos dois encher o tanque, o motorista deve dividir o valor do litro do álcool pelo valor do litro da gasolina e depois multiplicar o resultado por 100. Assim, se o resultado for superior a 70 o ideal é usar gasolina e se for menor, o álcool. Exemplo: com os preços médios dos postos de Belo Horizonte, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP): R$ 1,421 (álcool) / R$ 2,282 (gasolina) = 0,62 x 100 = 62. Na capital, abastecer com o derivado da cana-de-açúcar é mais econômico.

Primeira

Outra teoria é que o primeiro abastecimento do carro deve ser com gasolina. Para Nascimbeni isso é mito. Ele acredita que a origem da inverdade é que quando os carros deixam a fábrica saem com gasolina no tanque, mas isso, segundo ele, é uma questão logística, pois manter apenas um tipo de combustível na fábrica é mais simples. Vicentini reforça a mitologia do primeiro abastecimento e confirma que o veículo pode ser abastecido com qualquer álcool ou gasolina, independentemente do momento.

Limpeza

Porém, Nascimbeni e Vicentini têm visões diferentes quanto a abastecer o carro somente com um combustível. Segundo Nascimbeni, a recomendação da Ford é que a cada 5 mil quilômetros rodados, caso o motorista use apenas um tipo de combustível, ele deve encher o tanque com o que não abastece. A medida visa principalmente aqueles que só usam o álcool. A recomendação da Ford é preventiva, salienta Nascimbeni, e visa retirar o depósito de resíduos da carbonização, localizados, principalmente, na base de válvula de admissão. "A gasolina tem solventes diferentes em sua composição e que dissolvem os resíduos em sua passagem pelo sistema", explica.

Picaretagem

Já Vicentini explica que a recomendação da Ford não se aplica aos sistemas desenvolvidos pela Bosch, que contempla veículos das seguintes marcas: General Motors, Peugeot, Citroën, Volkswagen, Honda e Fiat. Entretanto, ressalta que por ser mais corrosivo que a gasolina, o álcool exige que todas as peças da injeção em contato com o combustível sejam protegidas. Porém, diversos componentes do sistema são específicos dos motores flex, como o sensor de oxigênio (ou sonda lambda) aquecidas; injetores de combustível com maior área de vazão; regulador de pressão com materiais especiais; kit bomba de combustível com proteção a corrosão e blindada; filtro de combustível especial para filtragem de álcool; velas de ignição com extensão de temperatura ampliada, válvulas e assentos de válvulas do cabeçote em material especial, módulo de controle eletrônico do motor com alta capacidade de processamento, alta velocidade de cálculo e maior capacidade de memória. Isso prova que os kits comercializados no mercado para conversão para bicombustível são insuficientes e comprometem o funcionamento. Se fosse fácil, as montadoras não precisariam investir milhões em pesquisa.

Tanquinho

Existem dúvidas também em relação ao uso do reservatório de partida a frio, o popular tanquinho. O reservatório deve ser abastecido com gasolina quando o tanque está com álcool e a temperatura for inferior a 20°C. Isso porque com o álcool pode haver dificuldade na partida e a gasolina do reservatório é utilizada, evitando forçar a bateria. Entretanto, o tanquinho exige cuidados especiais. Como a gasolina tem validade de 90 dias, se não for utilizada nesse período pode gerar formação de goma, danificando o sistema. Por isso, o ideal é usar gasolina premium, com validade de um ano, ou ficar atento para as datas de abastecimento e substituir a gasolina antes do envelhecimento. Há alguns modelos, como os da Honda, que todas vezes em que o motor é ligado, a gasolina é injetada, independentemente de ser necessário ou não. Esse procedimento evita o envelhecimento do combustível.

Dúvidas flex

Publicado em: 12 de Novembro de 2007, por producaouai

A tecnologia bicombustível completou quatro anos em 2007. Desde 2003, muitas coisas mudaram, e a evolução está chegando aos poucos. Na primeira fase dos motores flex, a meta era o ganho de potência e desempenho. A fase que estamos agora está voltada para a melhora do consumo de combustível (finalmente!!!), mas sem a perda de desempenho, como podemos ver no motor 1.4 Econo.Flex da Chevrolet, considerado um dos primeiros propulsores da nova geração bicombustível.

Entretanto, mesmo com a ampla difusão dos carros que podem rodar com álcool, gasolina e com a mistura dos dois combustíveis, muitas pessoas têm dúvidas a respeito do abastecimento. Parte desta desinformação está relacionada às concessionárias e oficinas, que sempre dão "dicas" para ajudar o cliente. Mas estas dicas nem sempre são verdadeiras. Pensando nisso, o De 0 a 100 fez uma lista de mitos e verdades sobre os motores flex. Espero que isso possa ajudar.

MITOS

. No primeiro abastecimento de um carro flex 0 km, devemos sempre usar gasolina.

Mito porque o motor bicombustível foi construído para rodar com qualquer combustível, não importando a quantidade de álcool ou gasolina. Mas é importante que o tanque de partida a frio esteja abastecido com gasolina, de preferência aditivada, que tem a vida útil mais longa.

. É bom misturar álcool e gasolina ou alternar o abastecimento entre um tanque e outro de álcool e gasolina.

Mito. Como eu disse acima, os propulsores foram desenvolvidos para funcionar com qualquer um dos combustíveis e com a mistura de ambos.

. O sistema flex pode viciar se o carro for abastecido com apenas um dos combustíveis.

De acordo com alguns fabricantes, se o motorista preferir, ele pode abastecer o tanque do seu carro com apenas um dos combustíveis durante toda vida útil do carro. A Ford tem uma opinião um pouco diferente. Os motores possuem peças e componentes desenvolvidos especialmente para funcionar com os dois combustíveis, como sonda lambda aquecida; injetores de combustível com maior área de vazão; regulador de pressão com materiais especiais; kit bomba de combustível com proteção a corrosão e blindada; filtro de combustível especial para filtragem de álcool e velas de ignição com extensão de temperatura ampliada. Por isso, nunca compre esses chips que fazem a transformação do carro "monocombustível" para flex. Esse chip é PICARETAGEM!

. Carro flex demora mais para pegar, especialmente no frio, mesmo com "tanquinho" de partida a frio cheio.

Mito porque o sistema de partida a frio, quando abastecido de gasolina, de preferência aditivada (Podium é a mais indicada), resolve o problema. Quando o reservatório está vazio, e o carro abastecido com álcool, realmente o modelo pode ter dificuldade para pegar. O "tanquinho" evita que o veículo use e abuse da bateria para pegar. Vale a pena verificar periodicamente o volume de combustível no reservatório de partida a frio para evitar problemas, especialmente se você roda só com álcool.

VERDADES

. Ao trocar de combustível, é preciso rodar um pouco com o carro antes de desligar o motor.

É verdade. A central eletrônica do sistema flex precisa de um tempo para "se entender" e reconhecer o novo combustível que está no tanque. A recomendação é que o motorista rode cerca de 6 km para o sistema entender as mudanças e definir as melhores condições de queima do combustível.

. Se eu for a um posto de combustível que eu não conheço e confio, devo optar pelo álcool.

Isso é verdade. O tipo de adulteração mais comum do álcool é a adição de água, que prejudica menos o motor em relação à adulteração da gasolina, que costuma ganhar solventes estranhos.

. A gasolina que fica no "tanquinho" de partida a frio fica velha.

É verdade para alguns modelos e mentira para outros. Nos motores flex da Honda, por exemplo, toda vez que o carro é ligado, o sistema usa um pouco da gasolina do sistema de partida a frio. Desta forma, o "tanquinho" está sempre recebendo gasolina nova periodicamente. Já para os líderes de mercado, Gol e Palio, o motorista deve sempre abastecer o reservatório de partida a frio com gasolina aditivada, de preferência a Podium, que é mais limpa e que tem maior validade (cerca de um ano) do que a gasolina comum (aproximadamente 90 dias). Mas é sempre interessante limpar o reservatório duas vezes por ano.

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Pra falar a verdade eu preferia que meu carro não fosse flex.

Na minha cabeça não tem como 2 ou 3 combustiveis (GNV, não que eu tenha no carro) distintos com taxas diferentes funcionar perfeitamente e em harmonia no mesmo motor.

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Pra falar a verdade eu preferia que meu carro não fosse flex.

Na minha cabeça não tem como 2 ou 3 combustiveis (GNV' date=' não que eu tenha no carro) distintos com taxas diferentes funcionar perfeitamente e em harmonia no mesmo motor.

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Eu concordo com vc até pq a taxa de compressão do álcool é diferente da gasolina daí prejudica o consumo fica mais bebedor.

A única vantagem de ser flex é pq as peças são mais resistentes creio eu, pq no Brasil o combustível é tão adulterado que a gasolina praticamente só tem álcool.

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Sempre foi assim!!! Gasosa com tax alta = alto consumo; alcool com taxa baixa = alto consumo, ou seja, meia boca no consumo, maas roda com tudo!

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